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Governo angolano quer mais investimento chinês

O país quer apostar menos em créditos e mais em investidores chineses privados, disse o ministro das Relações Exteriores, Manuel Augusto, esta terça-feira, 9, Beijing, à margem das negociações com as autoridades chinesas que culminaram com ... Ver mais

O objectivo, explicou, é permitir que os investidores participem melhor no processo de desenvolvimento e crescimento económico do país.

"O que nós hoje queremos é que os investidores privados chineses possam descobrir em Angola um lugar de oportunidades e, com isso, participar no esforço que nós temos que fazer para o desenvolvimento económico do nosso país", expressou.

Por esta razão, o Presidente da República levou à China, uma mensagem baseada nas medidas que estão a ser criadas para a criação de um bom ambiente de negócios e para atracção de investidores chineses, concluiu o ministro.

Manuel Augusto considerou importante a primeira visita do Chefe de Estado à República Popular da China por marcar um novo ciclo nas relações.

"Angola apresentou-se aqui na China com o objectivo de reforçar as relações já existentes, mas também tornar a cooperação bilateral qualitativamente melhor", expressou o governante, para quem os acordos assinados confirmam o desejo do reforço das relações entre os dois países.

Manuel Augusto ressaltou o facto de o Chefe de Estado angolano ter feito uma informação sobre as medidas económicas que estão a ser tomadas por Angola, e pelo compromisso deixado de que Angola fará um melhor uso das facilidades financeiras chinesas.

Angola e China, informou, constataram que os fundos postos à disposição da cooperação bilateral poderiam e deveriam ter sido melhor utilizados.

"A relação do volume de fundos postos à nossa disposição, traduzidos hoje na dívida que temos para com a China, implicaria, em situação normal, resultados mais visíveis", disse o ministro, reconhecendo que Angola aprendeu com os erros.

"Vamos trabalhar para tornar a cooperação mais profícua, e com um impacto mais visível e real na vida das populações e na economia em geral", assegurou.

Bolsas de estudo

Quanto aos acordos, o ministro das Relações Exteriores disse que foi assinado um acordo geral sobre cooperação técnica que vai resultar numa série de acções sectoriais, fruto das negociações regulares feitas pelos dois países.

No âmbito da cooperação entre os dois países, foi assinado um Memorando de Entendimento sobre os Recursos Humanos que vai permitir à China participar na formação de quadros angolanos.

O Presidente da China, Xi Jinping, anunciou, esta terça-feira, 9, que o seu país vai oferecer cerca de 500 bolsas de estudo para Angola, nos próximos três anos, para estudantes dos mais diversos domínios do saber.

O Acordo para evitar a Dupla Tributação foi também destacado pelo ministro das Relações Exteriores, que afirmou ter sido o mais importante instrumento jurídico assinado em Beijing, porque tem sido um dos elementos que está a ser operacionalizado no âmbito da nova estratégia económica de Angola, sobretudo em relação à diplomacia económica.

As negociações entre as autoridades angolanas e chinesas permitiram também a assinatura de um acordo para promoção e protecção de investimentos.

Angop