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Governo prevê crescimento de três por cento

O Ministério da Economia e Planeamento apresentou esta quinta-feira 5, aos jornalistas nacionais e estrangeiros, em Luanda, o “Plano de Desenvolvimento Nacional 2018-2022”, elaborado com a colaboração dos demais departamentos ministeriais e... Ver mais
O plano dá grande ênfase a uma forte necessidade de correcção dos desequilíbrios macroeconómicos motivados pela crise financeira, económica e cambial que o país vive.

O secretário de Estado da Economia e Planeamento, Manuel Neto Costa, que apresentou o documento, referiu que o período de implementação deve criar o enquadramento necessário para o restabelecimento da confiança, condição necessária para que a economia retome a trajectória de crescimento e o processo de desenvolvimento em bases diversificadas, salvaguardando a sustentabilidade das contas públicas e das contas externas.

Angola espera que entre 2018 e 2022, a economia cresça a uma taxa média de 3,00 por cento, em termos reais, com uma aceleração do sector não petrolífero e a estabilização do produto petrolífero.

Neste cenário, os principais motores do crescimento serão os sectores da agricultura, com uma taxa média de 8,9 por cento, das pescas (4,8 por cento), indústria transformadora (5,9 por cento), construção (3,8 por cento) e dos serviços, incluindo o turismo, com uma média de 5,9 por cento.

Para o Ministério da Economia e Planeamento, que coordena todo o quadro do Executivo em torno do PDN 2018-2022, a progressiva recuperação do crescimento deve traduzir-se numa aceleração gradual das diversas componentes do Produto Interno Bruto (PIB), destacando-se o investimento privado que deve rondar, em média, 20,7 por cento, a manutenção de um saldo externo da balança de bens e serviços bastante positivo e uma diminuição da despesa pública superior à da receita pública em termos reais, em resultado da contenção orçamental e da implementação da reforma tributária.

O quadro macroeconómico para o período 2018-2022 tem agora associados um conjunto de pressupostos, em que se antevê que, em matéria de inflação, a sua não aceleração em 2018 perspectiva a redução da inflação acumulada para um dígito, o que corresponde a uma taxa média de 13,9 por cento no quinquénio.

Do mesmo modo, antevê-se um declínio menos acentuado dos níveis de produção de petróleo bruto e gás natural até aos 1,490 milhões de barris por dia, em decorrência de medidas em implementação.

Em função das projecções das principais instituições internacionais para o preço do “Brent”, o PDN assume uma ligeira redução do preço médio da exportação do petróleo bruto (ramas angolanas), com estabilização em torno dos 56,60 dólares.

Na abertura da sessão, o ministro da Economia e Planeamento, Pedro Luís da Fonseca, disse que o Executivo está a trabalhar na melhoria do ambiente de negócios para permitir ao sector privado “despontar e promover o desenvolvimento económico e social do país”.

Ao falar na sessão dirigida aos jornalistas nacionais e estrangeiros, Pedro Luís da Fonseca salientou que a estabilidade macroeconómica constitui condição necessária para a criação de um ambiente de negócio favorável ao surgimento de um sector privado forte e competitivo.

O ministro da Comunicação Social, João Melo, referiu que o Plano de Desenvolvimento Nacional 2018-2022 é um documento importante, onde constam as políticas e os programas de desenvolvimento de Angola para o próximo quinquénio em todos os sectores.

Dada a complexidade do documento, o ministro recomendou que os jornalistas façam um estudo detalhado do Plano de Desenvolvimento Nacional para melhor informarem as comunidades.

Jornal de Angola