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Presidente da República já regressou ao país

O Presidente da República, João Lourenço, já está no país desde as primeiras horas desta quarta-feira 6, depois de ter efectuado uma visita oficial de 48 horas a Bélgica, para o reforço da cooperação entre os dois países.

Para os cumprimentos de boas-vindas ao Chefe de Estado e a Primeira-Dama, Ana Dias Lourenço, estiveram no Aeroporto Internacional 4 Fevereiro, o vice-Presidente da República, Bornito de Sousa, auxiliares do Poder Executivo e altos funcionários do seu gabinete.

No Reino da Bélgica, João Lourenço foi recebido pelo Rei da Bélgica, Rei Filipe, no Palácio Real.

O Chefe de Estado teve ainda um encontro com o Primeiro-Ministro, Charles Michel, reuniu-se com a alta representante da União Europeia para a Política Externa e Segurança, Federica Mogherini e com o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk.

João Lourenço também encontrou-se com empresários belgas e angolanos, com representantes da comunidade angolana na Bélgica e Luxemburgo e visitou a Academia Real Militar, que poderá formar quadros angolanos.

Os governos de Angola e da Bélgica assinaram em Bruxelas um memorando sobre consultas políticas bilaterais entre os ministérios das Relações Exteriores dos dois países, para permitir a realização de encontros regulares onde serão abordados as relações bilaterais e assuntos da actualidade internacional.

Para além do memorando, as duas partes discutiram várias questões, no sentido de elevar as relações económicas ao nível das políticas.

O Presidente da República, João Lourenço, esteve também na cidade de Antuérpia e visitou uma empresa de importação e exportação de diamantes, a bolsa de valores e o porto local, considerado um dos maiores do mundo.

A cidade Antuérpia, a maior da região da Flandres e da Bélgica, é conhecida como centro mundial de lapidação de diamantes, por serem negociados nesta cidade 80 por cento dos diamantes brutos e 50 por cento dos diamantes lapidados do mundo.

A cooperação entre Angola e Bélgica existe há 35 anos e neste período foram rubricados quatro acordos, dois memorandos e três contratos empresariais. No topo dessa parceria está o Acordo de Cooperação Económica, Científica e Cultural, assinado a 26 de Abril de 1983. Este Acordo definiu o quadro jurídico regulamentador da cooperação bilateral e instituiu a Comissão Mista que teve a última sessão em 1992, em Bruxelas.

O Reino da Bélgica é o segundo país europeu que o Presidente da República visita desde tomou posse, a 26 de Setembro de 2017. O primeiro foi a França, cuja visita oficial aconteceu recentemente, entre os dias 28 a 30 de Maio, igualmente no âmbito do reforço da cooperação bilateral.

Em França, João Lourenço encontrou-se com o seu homólogo Emmanuel Macron no Palácio Eliseu, e foram assinados, por representantes dos dois países, acordos nos domínios da Defesa, Economia, Formação de Quadros e Agricultura. Neste último sector, a Agência Francesa de Desenvolvimento vai investir em Angola 100 milhões de dólares:

A França vai ainda subvencionar 500 mil euros para a identificação de novos projectos e o seu presidente, Emmanuel Macron, disse acreditar que os acordos rubricados vão levar maior empenho do seu país a Angola.

O Chefe de Estado angolano participou também num fórum com cerca de 150 empresários franceses, no MEDEF Internacional (Movimento das Empresas de França), durante o qual foram assinados vários acordos no domínio petrolífero. Um dos acordos prevê a atribuição do Bloco 48 à petrolífera francesa Total, a sua participação na distribuição e comercialização de combustíveis e a concessão de bolsas de estudo a 50 angolanos.

João Lourenço foi também à Assembleia Francesa, onde foi recebido pelo presidente do Parlamento, François de Rugy, visitou a sede da UNESCO e o Instituto Nacional de Investigação Agronómica (INRA).

A visita do Presidente da República à França também foi marcada pela sua deslocação a Toulouse, a 680 quilómetros a sul de Paris, onde visitou as instalações da gigante europeia de aviação, Airbus, além do encontro com a comunidade angolana, com mais de 20 mil cidadãos nacionais residentes na sua maioria em Paris e Lion, segundo o embaixador João Bernardo Miranda.