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Construção dos monumentos em Cassinga e Chetequela já tem financiamento

O Executivo angolano vai disponibilizar nos próximos 12 meses mais de três milhões de dólares para a construção de dois monumentos nas localidades de Cassinga, nas província da Huila, e Chetequela, na província do Cunene, em memória dos com... Ver mais

Os acordos de consignação e financiamento foram assinados no último domingo 13, na localidade de Cassinga, pelo ministro da Defesa Nacional, Salviano Sequeira, e o ministro da Protecção e Segurança da Namíbia, Charles Namolo.

A construção dos dois monumentos foi um compromisso assumido pelo Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, e o seu homólogo namibiano, Hage Geingob, no início deste mês em Windhoek, aquando da visita do Chefe de Estado angolano ao país vizinho, para participar do acto central do 40º aniversário do massacre de Cassinga.

Ao discursar no acto, o Presidente da República disse “estar certo de que o futuro reserva aos dois países responsabilidades comuns para tornarem os seus territórios prósperos, desenvolvidos e estáveis”.

“A luta deve continuar para que unidos possamos também vencer outra grande batalha que é a do desenvolvimento”, apelou o Chefe de Estado, afirmando ter a certeza de que a vitória dessa batalha também será certa.

Antes do discurso, João Manuel Gonçalves Lourenço foi distinguido com a Medalha de Ordem de Primeiro Grau, a mais alta da Namíbia, pelo seu contributo na luta de libertação nacional, paz, justiça e independência daquele país, e tornou-se o décimo estadista a ser condecorado com a mesma medalha, depois de Ketumile Masire (Botswana), Robert Mugabe (Zimbabwe), José Eduardo dos Santos (Angola), Julius Nyerere (Tanzânia, a título póstumo), Keneth Kaunda (Zâmbia), Agostinho Neto (título póstumo), Denis Sassou Ngessou (Congo-Brazzaville), Macky Sall (Senegal) e Goodluck Jonathan (Nigéria).

O Massacre de Cassinga foi perpetrado pelo exército sul-africano contra um campo de refugiados namibianos na localidade de Cassinda, na província da Huila, de 4 Maio até ao dia 10 do mesmo mês de 1978.

O Governo da Namíbia consagrou o dia 4 de Maio como feriado nacional, em memória das mais de 600 pessoas, maioritariamente mulheres e crianças, que perderam a vida neste massacre.