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Política

Militares angolanos partem para missão de paz no Lesotho

Um grupo de militares angolanos partiu nesta quinta-feira, 30, para o Reino de Lesoto, onde vai participar numa missão de paz com vista à estabilidade daquele país.

Um contingente de forças militares mistas angolanas partiu nesta quinta-feira, 30, de Luanda para o Reino do Lesotho, a fim de integrar uma missão de manutenção de paz da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) naquele país.

Trata-se de um contingente composto por 164 militares e que tem assegurado uma logística para fazer face aos primeiros 45 dias de uma missão prevista para seis meses.

No terreno as forças de paz angolanas vão juntar-se a de outros países membros da SADC, formando um batalhão.

Na Base Área Militar de Luanda, local onde embarcaram, o ministro da Defesa Nacional, Salviano Cerqueira, destacou os esforços de Angola na manutenção da paz na região.

Angola assumiu compromissos. Integra organizações de âmbito mundial, continental e regional cuja acção tem em vista a concertação política, a paz e o desenvolvimento socioeconómico, referiu.

Entre estas organizações, prosseguiu, está a SADC onde um dos países membros, o Reino do Lesotho, enfrenta uma situação político-militar delicada que requer a solidariedade institucional e o apoio dos estados da organização.

Carácter da missão

De acordo com o comandante da missão das forças mistas angolanas para o Lesotho, brigadeiro Sabino Sara, à missão tem carácter preventivo.

“Visa apoiar as autoridades locais a ultrapassar este período de instabilidade”, disse.

O oficial general considerou bom, o estado psico-moral da tropa, tendo realçado que estão preparadas para eventuais situações, ao mesmo tempo que considerou “calma e estável” a situação no Lesotho.

As forças de manutenção de paz vão transmitir a sua experiência e cooperar com as organizações não-governamentais naquele país.

A situação politica e militar, agudizou-se no Lesotho a 5 de Setembro último quando o chefe do Estado-Maior do Exército, general Khoantle Motsomotso, foi morto durante um tiroteio registado numa caserna.

No mesmo incidente dois outros oficiais, o general Bulane Sechele e o coronel Tefo Hashatsi, foram igualmente mortos.

Angop