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Alfabetizados 500 mil cidadãos em todo país

Quinhentos mil cidadãos foram atendidos em todo país durante este ano, no âmbito do processo de alfabetização, afirmou na última sexta-feira, 8, em Luanda, o ministro da Educação, Pinda Simão.

Pinda Simão apresentou este dado quando intervinha na jornada alusiva ao Dia Internacional da Alfabetização, referindo que os números constituem prova de que, apesar das dificuldades resultantes da crise económica, há uma demonstração clara do espírito de sacrifício que caracteriza os alfabetizadores, facilitadores, formadores e todos agentes envolvidos no processo.

Referiu que a educação de adulto desempenha um papel crucial na redução da pobreza, na melhoria da saúde e da nutrição e na promoção de práticas ambientais sustentáveis, assim sendo, a consecução de todos os objectivos de desenvolvimento do Milénio exige programas de educação de adultos e alfabetização relevante e de qualidade.

De acordo com o governante, o contexto socioeconómico que o país vive não deve servir de entrave mas sim oportunidade para aprimorar as competências dos gestores e desabrochar o sentido de altruísmo e patriotismo, fazendo uma gestão racional dos recursos disponíveis para o programa deforma a atingir os objectivos preconizados.

Pinda Simão disse que o analfabetismo é uma condição que impossibilita o acesso às tecnologias digitais que por sua vez são um meio, e uma ferramenta para o combate ao analfabetismo.

“A educação de adultos e a analfabetização são importantes na era da globalização, caracterizada por mudanças rápidas, integração e avanços tecnológicos, uma vez que a analfabetização emancipa os adultos, dando-lhes conhecimentos e competências para melhorar suas vidas, bem como das famílias, comunidades e sociedades”, reforçou o governante.

De acordo com Pinda Simão, constitui um desafio para toda a sociedade, numa altura em que se depara com novos hábitos relativamente ao uso das tecnologias de informação, garantir que o analfabetismo não continue a constituir uma barreira ou um factor de exclusão para cerca de 24,7 porcento da população angolana que não sabe ler nem escrever.

Angop